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Sempre gostei muito de praticar desporto. No ano passado o yoga começou a atrair cada vez mais o meu interesse, quando tudo o resto me parecia não fazer sentido.

Às vezes procuramos respostas em tantas coisas, que nada nos acalma o corpo e a mente, e foi no yoga que encontrei o que-quer-que-fosse-que-me-estava-a-faltar!

Tudo começou há cerca de dois anos quando comprei o livro ‘Yoga-me’, da Filipa Veiga, e tanto me fascinou tudo o que li, que comecei aos poucos a fazer algumas aulas que via no youtube, ou em aplicações do telemovel. Sempre foi tudo muito simples, à base da respiração e de posições fáceis.

“Já não tenho flexibilidade para mais”, “eu nunca vou conseguir fazer isto”, “eu não consigo”, “nem com as mãos ao chão eu consigo chegar se tiver as pernas esticadas” – eram sempre os meus pensamentos, por isso resumia a minha pratica a coisas que eu conseguia fazer. Era quase como uma sessão de alongamentos…

Uma vez mais, numa fase mais perdida da minha vida, vi que existiam aulas bem perto de mim e eu não sabia. Ainda resisti duas semanas, porque não tinha vontade de praticar o que quer que fosse, até que acabei por ir.

Nas primeiras aulas os meus pensamentos eram mais ou menos os mesmos. “Eu não consigo fazer isso”, “eu não tenho flexibilidade”, “eu nunca vou conseguir fazer o que as outras meninas estão a fazer”, mas mesmo assim eu ia! Sabia-me pela vida desligar-me do mundo, durante uma hora.

Durante umas semanas, realmente pouca diferença senti, porque não, os resultados não aparecem tão rápido quanto nós queremos.

E o verdadeiro click deu-se quando numa foto que mostrei à minha professora, eu ter dito que era o meu sonho fazer aquilo. A resposta dela foi tão simples como – “trabalhando tu consegues tudo”.

Fui para a aula com aquilo na cabeça, mas quando chegámos à parte de fazer uma posição invertida, eu sentei-me a olhar para uma colega fazer. A minha mente já estava a sabotar tudo a dizer-me “esquece, tu não consegues aquilo, nem tentes”, até que essa colega me diz “isto é facil, tu consegues”.

Tentei algumas vezes sem sucesso, porque sentia que ia cair, e de facto, não conseguia mesmo fazer nada que jeito tivesse, até que acabei por cair mesmo.

Às vezes só precisamos de um empurrão e fui para casa com o “trabalhando tu consegues tudo” no pensamento e no dia seguinte, comecei a trabalhar para conseguir. E consegui! Com muitas quedas, com muitas falhas, mas consegui!

Quase diariamente comecei a treinar tudo aquilo que quero conseguir fazer, com muitas quedas e novas tentativas, mas o que tenho aprendido é que o yoga para mim é superação! Jamais me imaginava a conseguir recuperar a minha flexibilidade, jamais me imaginava a conseguir controlar o meu corpo e fazer aquilo que quero. É muito motivante sentir a evolução! É muito motivante perceber que o não consigo não existe.

A minha querida professora tinha mesmo razão.

Nós podemos tudo. Basta trabalhar!

No entanto para mim e passados quatro meses, o yoga já é muito mais do que isto… Mas fica para a próxima essa parte!