Para Refletir (Parte II)

AS REGRAS SÃO OU NÃO PARA CUMPRIR?!

Por estes dias levei a minha filha numa atividade promovida pela Câmara Municipal, Dança Criativa, além de valorizar estas iniciativas, tinha alguma curiosidade em conhecer e gosto de a levar a este tipo de programas.
Quando vi a divulgação sabia que podiam ir os dois pais e apesar de gostarmos de fazer coisas a três,  resolvi convidar uma amiga e a sua filha e fizemos um programa de raparigas.

No total eram 6 crianças, sendo que três delas tinham o pai e a mãe presentes na sala.

“Que bom, os pais gostarem de se envolver.” Pensei.

Apenas um deles podia participar ativamente, o outro teria de ficar a assistir.
A primeira questão de quem ficou a assistir foi se podiam fotografar.

“ok, estes pais não estão como pais mas sim como fotógrafos. Para tirar aquelas fotografias que depois nunca se vêm e ficam perdidas no telemóvel, ou pior para partilhar nas redes sociais.” – Não gosto de julgar ninguém mas foi a primeira coisa que me veio à cabeça.

A professora disse que não.

“Ufa. Posso estar à vontade que daqui a meia dúzia de minutos não estamos a angariar likes num qualquer facebook.” – pensamento ingénuo.

Porque…

Ainda mal a atividade tinha começado e….

Já havia um pai de telemóvel na mão…

Passado mais um bocado, outro…

“Não estou a acreditar nisto.” – pensamento incrédulo e furioso!!!

“Falo, não falo. Falo, não falo.” –  pensamento de dúvida!

E assim foi o resto da atividade. Não estiveram minimamente interessados no que estava acontecer e a ver com os seus olhos, mas sim através de um ecrã.
E eu não falei…
Sou uma coração na boca, é verdade, e este tipo de coisas tiram-me do sério. Mas além de que esse papel cabia à professora, não queria estragar a atividade ao grupo e criar mau ambiente, poderia também dar-se o caso de estarem apenas a fotografar os seus filhos (o que duvido).
Admito que ainda assim prejudicou em boa parte a minha entrega à atividade e só queria sair dali.

No fim ficaram duas lições:

– Tenho de estar preparada para este tipo de situações e apesar de não fotografar nem publicar fotos da minha filha, estamos em constante observação e com uma câmara apontada a nós (o que me assusta).

– São estes os exemplos que queremos dar aos nossos filhos?! De que as regras foram feitas para não se cumprirem?! Que não temos o direito de respeitar o outro e a sua privacidade?!

É triste, é muito triste.
No que nos estamos a tornar.

Entretanto voltamos a participar noutras atividades… numa delas foram tiradas fotos pela própria organização (sem pedir autorização) o que discordo, novamente. E voltei a sentir o mesmo incómodo, apesar de já estar mais “conformada”.
Na outra, não vi um único telemóvel ou câmara, os pais estavam ambos envolvidos e inteiramente entregues à atividade.

Ainda há esperança…

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