Para Refletir (Parte I)


Hoje trago um tema um pouco delicado, sobre o qual (na minha opinião) com a correria do dia-a-dia pouco refletimos. Contra mim falo que apesar de querer fazer diferente, dou por mim muitas vezes a seguir este caminho. Não é fácil seguir algo novo e diferente, tentamos e esforçamo-nos mas muitas vezes acabamos a cometer o mesmo “erro”.
Mas hoje pensei sobre algumas daquelas coisas que dizemos

NÃO!
Passamos a vida a dizer “NÃO” aos nosso filhos, talvez porque seja mais fácil (cómodo) para nós, a abrir mão de deixá-los explorar, brincar, sujar, por vezes estragar para terem noção das consequências dos seus atos. E ainda estranhamos que das primeiras palavras que aprendem a dizer é… Não.

TOMA ATENÇÃO!
Passamos a vida a chamar a atenção quando deixam cair algo, partem um copo, entornam a água, porque são crianças e consideramos sempre ser falta de atenção, estarem na brincadeira e não terem cuidado. Mas se for um adulto a fazê-lo já consideramos que foi um acidente.

COME TUDO!
Passamos a vida a querer que comam a sopa toda, o segundo prato e a fruta. Quando nem sempre seguimos o mesmo exemplo, quando por vezes não nos apetece a sopa ou a fruta. Quando nós próprios nem sempre temos o mesmo apetite e também comemos aquela bolacha antes das refeições.

ISTO FAZ-TE MAL, NÃO PODES COMER!
Passamos a vida a negar doces, refrigerantes, bolachas, batatas fritas e tantas outras coisas porque lhes fazem mal, e a nós, não?! Não fazem?! Só porque somos adultos já podemos comer?!

ÀS REFEIÇÕES NÃO HÁ TELEVISÃO/TELEMÓVEL/TABLET!
Não há para ti, porque para mim pode haver. A televisão não dá bonecos mas pode dar as notícias. O telemóvel não dá o youtube mas pode dar para publicar a foto do jantar ou para ler aquela mensagem que acabamos de receber.

TEM CALMA! ESPERA UM BOCADINHO.
Outro clássico. Cada vez que no pedem algo, que para eles é sempre urgente e para ontem, pedimos calma e que esperem, mas depois quando o comer cresce no prato ou os sapatos teimam em não entrar no pé, o discurso muda para um “despacha-te”, “rápido”.

NÃO GRITES!
Passamos a vida a pedir para falarem baixo e não gritarem, mas muitas vezes dizemos isto a gritar.

PÁRA DE CHORAR!
Passamos a vida a querer que não expressem o seu cansaço, fome, frustração quando tantas vezes também nós, se pudéssemos chorávamos.

SÊ AUTÓNOMO!
Queremos que cresçam “rápido” e se tornem autónomos para deixarmos de fazer tudo por eles, mas nem sempre lhes deixamos conquistar essa autonomia. No banho fazemos tudo (porque é mais rápido), a roupa escolhemos nós (porque é mais fácil), o jantar ajudamos a comer (porque se vai sujar), os sapatos/roupa compramos os mais bonitos (não os mais práticos que promovem a autonomia).

Este texto não é de todo uma crítica, porque também eu por vezes faço algumas destas coisas e preciso focar-me para não ligar o piloto automático e ir pelo caminho mais fácil, mas a verdade é que refletir sobre isto ajuda a querer fazer diferente e a esforçar-me para isso.
Sei que há muitos outros exemplos que não me recordo agora, se quiserem partilhar as vossas experiências, comentem. A partilha é altamente enriquecedora para todos.

IMG_3576

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s