A grande batalha da (falta de) auto-estima

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Cresci assim – com baixa auto-estima. Até aos meus 16 anos detestava ser rapariga! Vestia-me com roupas largas, passava os intervalos da escola a jogar à bola, nunca usava o cabelo solto… Quando o meu corpo começou a mudar, por volta dos 12 anos, foi quando começaram os problemas. Eu não queria nada daquilo!

E então continuava a usar t’shirts e calças largas, para disfarçar. Quando ia à praia ia sempre de calções e top. Durante anos não vesti uma única saia, nem um único vestido…

Aí já me sentia com a auto-estima bastante fragilizada… Depois fui crescendo e durante anos ouvi toda a gente fazer piada sobre as minhas maminhas, sobre o meu nariz, sobre os meus dentes… Sei lá! Todos os dias me valorizava cada vez menos.

Todos os dias me olhava ao espelho e só via esses defeitos em mim.

Passei a ter uma espécie de pavor de espelhos. Deixei de usar, simplesmente! Ainda hoje sou capaz de estar em frente a um espelho e não olhar. Já o faço inconscientemente, é como se não existisse espelho nenhum.

Aos 17/18 anos, mudei um bocadinho e deixei de ser a maria rapaz que eu era, aceitei o meu corpo, as mudanças e tudo mais. Contudo, o meu calcanhar de Aquiles estava sempre ali.

Ok, eu aceitei-me mas continuava a não gostar de mim!

Daí muitos outros problemas surgiram… A minha falta de auto-estima levava-me a ser super exigente comigo própria, às vezes cruel até… Levou-me a cometer muitos erros…

Crescer faz-nos bem! Hoje sou eu mesma que brinco com tudo aquilo que antes me deixava triste por ser motivo de gozo. Hoje eu consigo aceitar e respeitar tudo no meu corpo. Hoje sei que o meu corpo é o meu bem mais precioso.

Acho que nunca se ultrapassam definitivamente os problemas de auto-estima. Há dias em que olhamos ao espelho e lá estão três ou quatro coisas que queriamos diferentes… Mas para quê? Seria mais feliz por isso? Não, não iria ser! A felicidade é muito mais do que o que vemos ao espelho.

Hoje sinto que há uma altura na vida em que aprendemos a viver em paz connosco próprios. É isso que devemos agarrar! Essa paz!

Somos muito mais do que umas pernas perfeitas ou uns olhos bonitos… A verdadeira beleza está naquilo que somos. Na vida! Connosco próprios! E com os outros! Isso sim, diz muito sobre nós somos.

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