Ser Vegetariana – O caminho da (minha) mudança

Hoje partilho com vocês um pouco mais sobre esta alteração na minha vida.
Acredito que foi uma vontade que esteve sempre em mim. Se olhar para trás e for vendo alguns sinais, algumas características, algumas particularidades minhas e da minha vida foi algo que desde cedo se foi evidenciando mas que por imposição da sociedade, por comodismos, estava adormecido, até começar este meu processo de consciência do meu Eu, um processo gradual do corpo e da alma.
Sempre fui uma apaixonada por animais, enquanto vivi em Coimbra sempre estive rodeada deles, cães, gatos, pássaros, porcos, cabras, galinhas,  coelhos, patos, vacas… vida de campo. Cheguei a cuidar de uma ninhada de coelhos quando a mãe morreu, era eu que várias vezes ao dia lhes dava leite com a ajuda de uma seringa, claro está que a partir desse dia nunca mais comi coelho. Custava-me cada vez que algum animal morria ou era morto para o comermos.
Lembro-me de no início da minha adolescência depois de ver um programa em que se falou nisto de ser vegetariano, ter decidido que não queria comer mais carne nem peixe, claro que aquela ideia durou pouco mais de 24 horas,  os meus pais não foram na conversa e eu tive de continuar como estava, mas a verdade é que essa ideia continuou em mim, e se não consegui de uma vez, fui-a implementando aos poucos.  Depois de já ter deixado o coelho, deixei a vaca, o porco quase não ingeria e assim fui percorrendo o meu longo caminho.
Ao longo do tempo, fui-me cruzando com pessoas vegetarianas que admirava e tentava saber mais coisas, conheci alguns restaurantes e sempre que podia era esses que queria experimentar.
Em 2014 como já aqui referi comecei a mudança para uma alimentação mais saudável mas que incluia carne, peixe e derivados (poucos porque nunca gostei de queijo, não era a maior fã de leite e com a gravidez passei a enjoar iogurtes).
Fui cortando com algumas coisas, mas como na altura não cozinhava todas as minhas refeições nem tinha como assegurar refeições vegetarianas completas tentei fazer o possível, passei a comer só peixe, mas chegou a uma altura que nem esse já conseguia comer. Lembro-me de ser doida por sushi e a última vez que comi fiquei muito mal disposta e não consegui voltar a comer.
Ao início não foi fácil (ainda não), apesar de ser algo que queria muito, com o qual me sinto muito bem, é reaprender tudo, não é só deixar de comer carne e peixe, é ler muito, é ver documentários, é falar com outras pessoas vegetarianas, é aprender a cozinhar novos pratos, é ver se são pratos completos, é tentar marcar almoços/jantares em locais que tenham opções vegetarianas, é ir passear e levar marmita porque posso não ter onde comer, é ser convidada para as festas tradicionais (batizados/ casamentos/ almoços de família) e assumir uma posição diferente (que nem sempre é entendida/respeitada) e ter de dar mil explicações, sentindo-me sempre em constante avaliação.
Não é fácil, mas o caminho faz-se caminhando, acredito que é assim que sou feliz, cada vez mais me sinto bem com esta minha escolha e vou encontrando alternativas para os dissabores que a mesma que traz.
Sinto que somos cada vez mais, e temos mais opções. Talvez isso também tenha ajudado para esta minha mudança, ter cada vez mais informação, ingredientes alternativos,  espaços maravilhosos e pessoas com quem partilhar esta caminhada é um enorme apoio. Se é uma moda, que seja uma moda que tenha vindo para ficar, os animais e o planeta agradecem.

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