Viver. Sentir. Amar. (E não partilhar).

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Viver. Sentir. Amar. E optar por não partilhar!

Ando há algum tempo para escrever sobre isto! Hoje sendo o Dia Internacional da Mulher, lembrei-me que talvez fosse um bom dia para o fazer.

Tal como a Fi escreveu ontem, o tempo passa demasiado rápido. Parece que o ano ainda agora começou e já vamos em Março!

E agora eu vou perguntar uma coisa a vocês a mim também! É uma daquelas perguntas para refletir…

Quantos momentos vivemos verdadeiramente desde o inicio de 2018?

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Viver verdadeiramente traduz-se em viver o momento presente. Sentir o vento. Ouvir os passarinhos, o mar, a chuva. Ver as folhas a caírem das árvores, reparar nas formas engraçadas que as nuvens às vezes têm, encontrar uma joaninha poisada numa flor. Comer uma bela refeição e sentir os sabores, os aromas em cada pedacinho que colocamos na boca… Só assim é possível desfrutar verdadeiramente das coisas!
Hoje em dia vivemos tão focados em fotografar tudo, filmar tudo, partilhar tudo nas redes sociais que a verdadeira beleza das coisas nos passa ao lado. Hoje em dia o tempo parece tão pouco que vivemos tudo à pressa!

Vamos passear? Vamos tirar mil fotos para partilhar com pessoas que tantas vezes nem conhecemos…
Vamos tomar o pequeno almoço? Vamos comer  e aproveitar para pensar em tudo o que temos para fazer durante o dia….
Vamos comer qualquer coisa de diferente? Vamos e vamos partilhar no instagram enquanto comemos… Acaba a comida e nem a saboreámos…

Não é mais ou menos assim? Não me interpretem mal! Eu sou totalmente de acordo de registarmos alguns momentos, mas primeiro temos que aproveitar! Viver o agora!

Temos que nos sentir gratos por tudo o que estamos a ver, a viver e a sentir!

O problema é que cada vez mais vivemos e fazemos coisas com a cabeça noutro lugar.

Há uns tempos fui visitar um sitio, onde queria ir há meses!!! Quando cheguei lá fiquei maravilhada com a paisagem. O que é que eu fiz? Lógico! Peguei no telemóvel e comecei logo a tirar fotografias e a filmar. Não satisfeita ainda perdi tempo a tentar apanhar rede no telemóvel para ter internet.
Quando regressei a casa e voltei a olhar para as fotografias, dei por mim a pensar – se me perguntarem o que havia à minha volta, se havia árvores, pedras, flores… Eu não me lembro! Ou melhor, eu não vi… Eu não me sentei no chão a aproveitar aquele silêncio, aquele ar puro… Eu não me desliguei do mundo quando o podia fazer já que o trânsito, a correria do dia-a-dia e os problemas estavam a km e km de distância…

Senti-me tão frustrada, mas sabem, aprendi a lição! Hoje em dia tiro fotografias na mesma. Ao que como, aos sítios onde vou, às coisas que faço, etc… Mas primeiro, vivo o momento presente. Primeiro eu! Primeiro o agora!

Depois as fotos. Depois as partilhas. E sem dúvida que a meditação me ajudou a ser assim!

Permitam-se viver o agora. Vai fazer toda a diferença!

op1

4 comments

  1. Realmente é um pouco triste está nossa fixação no registar… no guardar… no outro dia li sobre isso, as memórias são para registar no coração e na nossa memória…
    Mas quando temos um filho pequeno, queremos registar tudo para ele poder ver mais tarde…
    Enfim é encontrar o equilíbrio…
    Beijinhos
    https://titicadeia.blogspot.pt/

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